:: Sibutramina
O medicamento Sibutramina está no mercado há 12 anos e desde o início de sua comercialização havia a contra-indicação de ser usada em pacientes com doenças cardiovasculares, hipertensos ou com histórico prévio de arritmias, pois pode dar taquicardia e elevar a pressão arterial.
A EMEA (European Medicines Agency) suspendeu o uso da Sibutramina, após divulgação dos resultados do estudo SCOUT (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial), realizado em EM PACIENTES PORTADORES DE DOENÇAS CARIOVASCULARES PRÉVIAS, apontados na própria bula como grupo de risco de efeitos colaterais.
Portanto, a pesquisa não trouxe nenhum dado novo do que já se sabia há 12 anos.
O FDA e a ANVISA, órgãos que regulamentam os medicamentos nos Estados Unidos e no Brasil, respectivamente, reforçaram o alerta às contra-indicações prévias, sem retirar a medicação do mercado, pois prescrita com responsabilidade por bons profissionais médicos, representa um excelente coadjuvante no tratamento da Obesidade, que já tornou-se uma epidemia mundial e que traz aumento na incidência de doenças altamente deletérias, tais como o Diabetes Mellitus tipo II, além de várias outras patologias, que além de abreviar a vida da população, traz uma péssima qualidade de vida como conseqüência, sem falar nos gastos do sistema público de saúde com o aumento crescente desta população.
O que se deve combater, com rigor, é a má prática médica, de profissionais não habilitados a tratar do problema da obesidade e suas consequências, por falta de conhecimento, ou pior, visando lucros em detrimento da condição do paciente.
Um exemplo gritante desta má prática é a formulação de várias substâncias potencialmente perigosas, de maneira abusiva.
Portanto, a Sibutramina continua a ser um medicamento, que quando prescrito por profissionais médicos competentes, é um excelente coadjuvante no tratamento da obesidade, sempre, claro, com orientação adequada da alimentação e a prática de atividade física com regularidade.
Como qualquer medicamento prescrito, o paciente deve ter um seguimento de seu médico com regularidade, para que eventuais efeitos colaterais possam ser devidamente avaliados, e o médico possa avaliar custo/benefício de sua utilização.
Dra. Zuleika Halpern - Endocrinologista
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