Endocrinologista - Dra. Zuleika Halpern - Endocrinologista / SP Endocrinologista - Dra. Zuleika Halpern - Endocrinologista / SP Tratamento da obesidade, Obesidade na infância e na adolescência, Obesidade na gravidez e lactação, Diabetes e Síndrome Metabólica, Doenças da Tireóide, Menopausa, Depressão, Distúrbios nutricionais e educação alimentar, Compulsão Alimentar
Tratamento da obesidade,
Obesidade na infância e na adolescência,
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:: Dicas

10 Dicas para iniciar um programa de reeducação alimentar
5 dicas para controlar a compulsão alimentar
10 dicas para o cuidado da obesidade infantil
5 Dicas para as festas juninas
5 dicas para a páscoa
5 dicas para melhorar a aparência da pele acnéica


 

10 Dicas para iniciar um programa de reeducação alimentar

1. Pratique atividade física regularmente.
Além de aumentar o gasto energético e favorecer o emagrecimento, a prática de exercícios leva a uma maior produção de endorfinas, substâncias que garantem o bem-estar.

2. Gaste mais energia no dia-a-dia.
É importante ficar pouco tempo na frente da TV, evitar elevadores e escadas rolantes para apenas 1 andar, preferir caminhadas a utilizar o carro para pequenas distâncias. Estas práticas também contribuem para o emagrecimento e bem-estar.

3. Não pule refeições.
Sugerimos alimentar-se a cada 4 horas para termos energia para realizar atividades diárias. Pular lanches intermediários faz com que tenhamos mais fome nas refeições principais

4. Evite consumir grandes quantidades às refeições.
Consumir grandes volumes de uma vez acaba dando muito trabalho pro trato gastro-intestinal e isso faz com que nos sintamos letárgicos e não tenhamos fome para os lanches intermediários. O ideal é comer pouco, 4 ou 5 vezes ao dia.

5. Não siga dietas da moda que restrinjam grupos de alimentos.
Todos os grupos de alimentos devem estar presentes no dia-a-dia para garantir a saúde e a manutenção do peso adequado. Vale lembrar que é difícil seguir uma dieta restritiva por muito tempo.

6. Aumente o consumo de fibras
O consumo de verduras, legumes, frutas, grãos e cereais integrais garante um bom aporte de fibras, o que é essencial para garantir a saciedade o bom funcionamento do intestino.

7. Prefira os carboidratos integrais
Carboidratos integrais garantem um melhor aproveitamento da energia. Alimentos refinados como farinha branca, açúcar e massas em geral são rapidamente digeridos e aumentam muito a secreção de insulina. Isso faz com que a energia seja rapidamente disponibilizada e, de certa forma, rapidamente estocada nas reservas de gordura.

8. Monte pratos coloridos.
Muitos pigmentos dos alimentos indicam quais os nutrientes que eles possuem e a variedade de cores garante a variedade de vitaminas que são essenciais para garantir as funções do metabolismo e a disposição.

9. Cuidado com o excesso de sal.
Além de aumentar o risco cardiovascular o alto consumo de sódio (sal de cozinha e alimentos salgados e processados) favorece a retenção de líquidos.

10. Mantenha um diário alimentar.
O hábito de escrever a alimentação do dia é um bom instrumento de auto-monitoração. A percepção do que e de quanto se come é fundamental para corrigir possíveis erros alimentares.

5 dicas para controlar a compulsão alimentar

1. Respeitar horários.
Procure fazer 5 refeições por dia. Café da manhã, almoço, jantar e lanches intermediários favorecem uma melhor sensação de saciedade e minimizam o risco de um episódio de compulsão alimentar.

2. Não fazer outras atividades enquanto come.
O ideal é fazer as refeições à mesa. Evite comer na frente da TV ou trabalhando na frente do computador. Assim fica mais fácil perceber o que se está comento e quanto.

3. Anotar diariamente tudo o que se come.
O diário alimentar é uma boa estratégia para aumentat a percepção com relação às escolhas alimentares. Muitos estudos indicam que a adesão e o comprometimento com a dieta é maior quando se adota esse hábito.

4. Não levar à mesa baixelas, travessas ou panelas com os alimentos.
Com os alimentos à vista a chance de repetir e beliscar é muito maior. Prato feito favorece um maior controle.

5. Manter os alimentos “perigosos” fora do alcance da vista. Exponha apenas os alimentos saudáveis.
É muito difícil resistir a uma despensa recheada de guloseimas. Inclua nas compras da casa alimentos saudáveis e pouco calóricos como iogurtes, queijos magros, cereais integrais e frutas.

10 dicas para o cuidado da obesidade infantil:

1. Tratar o mais precocemente possível.
As conseqüências do excesso de peso já aparecem na infância, portanto, o tratamento deve se iniciar assim que se faz o diagnóstico.

2. Os pais devem ser modelos de uma alimentação saudável.
O hábito alimentar da criança é, na grande maioria das vezes, um reflexo do hábito alimentar dos pais. Uma criança só irá consumir verduras, legumes e frutas se os pais também o fizerem.

3. As mudanças serão extensivas a toda a família.
Mesmo que haja outros membros magrinhos na família, todos devem seguir a orientação de uma dieta saudável e balanceada. As orientações trarão vantagens para a saúde de todos.

4. As receitas deverão será justadas para que tenham menos gordura.
Em casa que tem criança é comum que haja preparações à milanesa, bolinhos fritos e sobremesas gostosas. Alguns ajustes deverão ser feitos para que no dia-a-dia os pratos sejam assados, grelhados e cozidos, os legumes sejam refogados e as sobremesas sejam mais leves.

5. Estimular o consumo de verduras e legumes.
Para as crianças seletivas, é fundamental que se trace uma estratégia para aumentar a variedade de alimentos consumidos na dieta, especialmente frutas, verduras e legumes.

6. Estimular o consumo de leite.
O consumo de refrigerante vem aumentando à medida que o consumo de leite vem diminuindo. O leite é fundamental para garantir a saúde óssea e não pode estar de fora da alimentação infantil.

7. Estabelecer uma freqüência e quantidade adequadas para extravagâncias.
Claro que guloseimas serão permitidas. Mas é bom estabelecer uma regrinnha com relação à quanto e quando. Podemos, por exemplo, liberar numa festinha de aniversário, mas controlar um pouquinho no fim de semana subseqüente.

8. Ajustar o lanche da escola.
O lanche pode ser muito saudável e gostoso se levado de casa. Estabelecer uma freqüência semanal para compras na cantina é uma boa idéia.

9. Fazer mais exercício.
Para o tratamento da obesidade infantil é fundamental a prática de exercícios físicos.

10. Não se esquecer das fibras.
As fibras dão mais saciedade e auxiliam muito na adesão à dieta.

5 Dicas para as festas juninas

1. Cuidado com a quantidade. Os alimentos de festa junina são geralmente muito calóricos.

2. Lembre-se que a comida não é o atrativo principal da festa.
A companhia, os jogos e brincadeiras também fazem parte da diversão. Procure diminuir o tamanho das porções consumidas. Eventualmente, vale a pena dividir os quitutes com alguém para experimentar vários tipos de guloseimas sem comprometer a dieta.

3. Não vá para festa com muita fome.
Fica difícil controlar a quantidade se estivermos muito tempo sem nos alimentar. Excepcionalmente, os petiscos podem substituir uma refeição principal. Vale a pena fazer um lanchinho intermediário, como por exemplo, uma fruta e um iogurte

4. Cuidado com quentão e o vinho quente.
O álcool também apresenta muitas calorias e deve ser consumido com bastante moderação. Especialmente nessas receitas que ainda contam com o açúcar.

5. Se na festa houver algum exagero, não devemos deixar de retomar o controle alimentar nas refeições subseqüentes. Não vale ficar em jejum para compensar, da mesma forma que não vale esquecer-se dos alimentos saudáveis e comer coisas calóricas e engordativas no mês inteiro só porque é junho ou porque “o estrago já foi feito”. A festa junina é um evento muito agradável, do qual a comida é parte muito importante. Devemos aproveitar, escolher os alimentos que mais apreciamos, sem nos esquecer que moderação é a palavra de ordem na reeducação alimentar.

5 dicas para a páscoa

1. Aproveite o feriado para movimenta-se. Programe uma caminhada ou um passeio de bicicleta

2. Cuidado com o excesso de chocolate. Divida os ovos em porções de 50g para comer um pouquinho por dia.

3. Combine com as crianças outras opções para presentear. Um coelho de pelúcia ou qualquer outra lembrancinha temática que não contenha chocolate podem diluir as calorias.

4. Cuidado para não cometer muitas extravagâncias de uma vez: prato calórico + bebida alcoólica + chocolate perfazem muitas calorias. Controle as quantidades.

5. Não coma chocolate o mês inteiro só porque é o mês da páscoa.

5 dicas para melhorar a aparência da pele acnéica

1. Cuidado com o chocolate.
O consumo de chocolate, há alguns anos, tem sido associado ao aumento da acne. As
evidências científicas não o apontam como um alimento que possa piorar a acne. A recomendação, entretanto, é de que o paciente evite consumir chocolate se observar que esse consumo leve a uma piora do quadro.

2. Aumente a variedade e a quantidade dos vegetais na dieta.
Os vegetais são fontes de antioxidantes, e alguns estudos apontam que o combate ao estresse oxidativo pode ser uma ferramenta de combate à acne. A recomendação para o consumo variado de vegetais garante o adequado aporte de antioxidantes como o licopeno, o beta caroteno e a vitamina C. As folhas verde-escuras e os vegetais amarelo-alaranjados são fontes de beta-caroteno, um precursor da Vitamina A, que no organismo, desempenha um papel importante para a integridade da pele.
Fonte de licopeno: tomate
Fonte de vitamina C: frutas cítricas
Fonte de beta-caroteno: espinafre, agrião, cenoura, abóbora, mamão

3. Consuma castanhas e nozes com moderação.
As frutas oleaginosas (nozes, castanha do Pará, amêndoa, avelã) são fontes de zinco e selênio. O zinco é um elemento fundamental no processo de cicatrização e o selênio é um importante antioxidante. Por seu alto teor de gordura, a recomendação é que o consumo de oleaginosas seja muito moderado. Uma única castanha do Pará por dia é capaz de suprir toda a necessidade de zinco e selênio.

4. Consuma mais peixe.
Os ácidos graxos ômega-3, encontrado em peixes marinhos e na semente de linhaça, fazem parte da família das gorduras poliinsaturados ou PUFAS.
Vários estudos têm demonstrado que a composição de ácidos graxos das células inflamatórias e imunes é sensível à mudanças de acordo com a composição da gordura da dieta e o consumo de PUFAs tem sido associado a uma melhor resposta imune e inflamatória. Na prática, temos recomendado o consumo do W-3 para diminuir a produção de substâncias pró-inflamatórias e, desta forma, é possível melhorar a aparência da pele acnéica.

5. Cuidado com o açúcar.
Estudos recentes apontam que os açúcares simples podem estar envolvidos com o desenvolvimento da acne por interferir na secreção de insulina, que por sua vez, interfere na secreção de outros hormônios que podem intensificar a acne. Alguns autores sugerem que uma dieta de baixo índice glicêmico, ou seja, que não leve a uma intensa elevação da glicemia e, consequentemente, da insulinemia, poderia ser benéfica para o controle da acne. Uma dieta de baixo índice glicêmico deve ser rica em fibras e alimentos integrais, deve ser fracionada e equilibrada.
Alimentos de alto índice glicêmico: doces, pão branco, melancia, sucos em geral, batata
Alimentos de baixo índice glicêmico: pão integral, feijão, carne, ovo, peixe, leite, queijo

 


 

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